LineGrip: o acessório que mudou o turno na bancada de desmonte de rocha
Peça única, em plástico técnico industrial, desenvolvida pela SismoPRO para demarcar a malha de perfuração, auxiliar a escorva, marcar retardos por cor e servir de referência no levantamento por drone.
O carregamento de um desmonte a céu aberto já tem sequência conhecida: furação, escorvamento, carga, amarração e conferência. O intervalo que continuava sem componente próprio era o da sobra da linha. Cordel detonante, tubo de choque (linha silenciosa) ou fio de sistema eletrônico saía do furo e acabava enrolado na rocha, no piquete ou no próprio colo, até alguém da amarração achar a ponta livre. O LineGrip foi desenvolvido pela SismoPRO para ocupar exatamente esse lugar.
Não interfere na carga. Entra antes da broca, na demarcação da malha de perfuração, e segue com o furo: auxilia a escorva na boca, marca tempos de retardo por cor e serve de ponto de referência no levantamento por drone.
O LineGrip tem quatro braços e é peça única de plástico técnico industrial. Apoia no colo do furo, recebe as voltas da sobra e trava só a ponta no clipe lateral.
De onde veio o LineGrip
A SismoPRO partiu de uma operação que o setor já trata como fechada. O que faltava não era mais um passo no plano de fogo. Era um lugar físico para a linha que sobra. Sem esse lugar, a ponta livre depende de memória de turno: quem escorvou sabe onde deixou; quem amarra precisa procurar. Em bancada com dezenas ou centenas de furos, essa busca mistura linhas vizinhas, esconde retardo e apaga a marcação de furo com problema.
A especificação saiu desse intervalo. O LineGrip tinha de sentar na boca do furo sem ferragem solta, receber volta de linha sem cortá-la e devolver a ponta por um gesto lateral, não por um furo passante. Tinha de ser lida de longe, inclusive por drone, e voltar ao próximo fogo. O desenvolvimento ficou no LineGrip: o trabalho se encerra no apoio, na retenção da ponta e na leitura da cor.
Geometria e material
O LineGrip tem quatro braços simétricos e se apoia sobre o colo. Os braços formam o tambor onde a sobra é enrolada. O clipe é lateral e integrado: os dentes são arredondados e retêm a ponta pela lateral. Não há passagem interna da linha pelo corpo do LineGrip e o clipe não tem função de corte.
A construção é de peça única, em plástico técnico industrial de alta resistência, com arestas e raios pensados para manuseio com luva. Não há tampa, mola, pino nem componente que se separe no manuseio ou que precise ser recolhido depois do fogo. A ausência de parte solta é requisito de bancada: o que cai no desmonte não volta para o estoque e não pode virar corpo estranho na amarração.
O clipe foi projetado para a linha que o desmonte já usa: cordel detonante, tubo de choque e fio eletrônico. A seção muda de um sistema para o outro; o assentamento lateral é o mesmo gesto, na boca do furo.
O que a bancada perdia, e o que o LineGrip devolve
O problema não é estético. Linha solta na rocha é falha de leitura e de manuseio. O LineGrip ataca um conjunto curto de dores que aparecem juntas no carregamento:
- Ponta livre sem sede. Entre escorvar e amarrar, a sobra não tem componente. Enrolada na rocha, ela sofre abrasão, some sob fragmento miúdo e obriga a equipe a puxar às cegas.
- Troca de linha entre furos vizinhos. Quando várias pontas caem no mesmo colo de bancada, a amarração deixa de seguir o furo e passa a seguir o fio que está mais à mão.
- Retardo que só existe na prancheta. O tempo da linha precisa ser visível no furo. Sem um código no colo, a conferência do plano depende de quem carregou lembrar a sequência.
- Furo com problema que perde a marca. Tinta na rocha e piquete saem com o tráfego de equipamento. O furo que não entra no fogo, ou que sai como referência, precisa continuar identificável até a amarração.
- Malha de perfuração sem marco estável. Antes da carga, a boca que vai ser perfurada também precisa de um ponto que a equipe e o drone leiam do mesmo jeito.
- Bancada ilegível no levantamento aéreo. Piquete baixo e risco na rocha não formam um padrão a alguns metros de altura. O LineGrip colorido na malha e no furo vira referência visual para o drone.
Como o LineGrip entra na sequência do fogo
O LineGrip não entra direto na boca do furo. A sequência começa antes, na demarcação da malha, e a mesma peça acompanha o furo de detonação até o levantamento da bancada.
- Demarcação da malha de perfuração. Antes da broca, o LineGrip marca onde o furo vai nascer. A malha deixa de depender de piquete e de memória: fica no chão da bancada, legível para a perfuratriz e para o planejamento de lavra.
- Auxílio à escorva. Com o furo aberto, o LineGrip passa à boca. A sobra do cordel, da linha silenciosa ou do fio eletrônico enrola nos quatro braços, fora da rocha, e a ponta trava no clipe lateral, sem passar por dentro do corpo.
- Demarcação dos tempos de retardo. Outras cores marcam o tempo da linha, o furo de saída e o furo com restrição. Quem percorre a bancada lê o retardo no próprio furo.
- Ponto de referência para o drone. No levantamento aéreo, o LineGrip é o marco visível da malha. De cima, a bancada deixa de ser só rocha: cada peça indica um furo de detonação.
O LineGrip é reutilizável, fogo após fogo. Cumprida a função naquele furo, volta ao estoque de turno.
Cor como código de campo
O LineGrip é fornecido em sete cores: laranja, amarelo, vermelho, azul, verde, branco e preto. A cor não é acabamento. É o segundo dado do LineGrip, ao lado da posição no furo.
O código não vem gravado de fábrica com um retardo fixo. A composição de cores é a da operação: cada cor pode representar um tempo de retardo da linha, o furo de saída do fogo, um furo impedido ou um ponto ainda não perfurado. O que importa é que o código seja único naquele turno e que toda a equipe — escorva, carga, amarração e quem opera o drone — leia a mesma legenda. A caixa sai com a composição pedida. Não há venda de unidade avulsa: o fornecimento é em caixa de 50 peças, para o código de cor fechar a bancada inteira e não um furo isolado.

Tamanhos e faixa de furo
O modelo não é o diâmetro de um único bit. É a faixa de boca publicada com o LineGrip. A medida em milímetros é a que acompanha esse modelo na ficha do produto.
| Modelo | Faixa de furo | Medida |
|---|---|---|
| LineGrip 4 | 2″ a 4″ | 112 mm |
| LineGrip 8 | 4″ a 8″ | 224 mm |
| LineGrip 12 | 8″ a 12″ | 336 mm |
| LineGrip 16 | 12″ a 16″ | 415 mm |
A escolha é pela boca real da malha, não pelo nome comercial do explosivo. Um furo de 4″ cai no limite entre o modelo 4 e o modelo 8; a operação usa o modelo cuja faixa cobre essa boca. Em bancada com mais de uma bitola, os modelos convivem: cada faixa usa o LineGrip correspondente, com o mesmo código de cor.
Desenhado e projetado pela SismoPRO
O LineGrip não tinha equivalente no mercado mundial de desmonte. Fabricantes de explosivo, pedreiras e minerações operavam a boca do furo sem um acessório próprio para a linha. A SismoPRO desenhou e projetou essa peça: exclusiva, de corpo único, em plástico técnico industrial de alta resistência, para o furo de detonação.
Quatro braços apoiam no colo. O clipe lateral retém a ponta. A cor lê o furo na bancada, no planejamento de lavra e no levantamento aéreo. Do LineGrip 4 ao LineGrip 16, a mesma concepção cobre a faixa de boca da malha. É o acessório que o turno passou a ter onde antes só havia linha sobre a rocha.