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Publicado em 10 de fevereiro de 2026 · SismoPro Sismografia

Como interpretar PPV e FFT no dia a dia da obra

Fluxo prático para ler eventos, comparar com limites e agir proativamente usando PPV e FFT.

PPV e FFT no mesmo evento

O PPV responde “quão intensa” foi a vibração no receptor (por eixo). A FFT responde “em que frequências concentra energia o sinal”. Na prática, você precisa dos dois: o limite normativo costuma depender da frequência dominanteou da faixa espectral, enquanto o PPV fornece a magnitude a comparar com a curva ou tabela.

Fluxo de leitura sugerido

  1. Contexto: confirme data/hora, equipamento, canal, ganho e se o evento corresponde à atividade esperada (detonação, estaca, etc.).
  2. Qualidade do sinal: verifique saturação, ruído elétrico, trecho cortado ou perda de GPS.
  3. PPV por eixo: identifique qual eixo governa e se há assimetria relevante.
  4. Frequência dominante no trecho usado pelo software (janela e método devem estar documentados).
  5. FFT: confira picos principais e possíveis harmônicos; compare com a sensibilidade típica de edificações.

Exemplo ilustrativo de FFT

Espectro sintético com picos em torno de 12 Hz e 28 Hz (exemplo didático, não vinculado a um evento real):

Limiares internos de atenção

Em operações bem geridas, define-se um nível de atenção (por exemplo uma fração do limite normativo) para acionar revisão de método antes de atingir o limite legal. Isso reduz paralisações e conflitos com vizinhança.

Comunicação com a equipe

  • Padronize um resumo por evento: horário, PPV máximo por eixo, frequência dominante, status (OK / atenção / crítico).
  • Quando possível, associe fotos ou notas de campo (carga, delay, distância) para explicar outliers.
  • Evite interpretações baseadas apenas no “maior PPV do dia” sem o contexto do receptor e da norma.