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CETESB · SP

Publicado em 05 de janeiro de 2026 · SismoPro Sismografia

Guia CETESB D7.013: limites, PPV e posicionamento de sensores

Aplicação do guia da CETESB para obras urbanas com vizinhança sensível e fiscalização estadual.

Quando este guia se aplica

O Guia de Vibrações D7.013 da CETESB é amplamente utilizado em empreendimentos no Estado de São Paulo sujeitos à fiscalização ambiental, especialmente em contextos urbanos com vizinhança sensível. Complementa boas práticas de medição e documentação; o projeto deve sempre cruzar o guia com condicionantes do licenciamento e com outras normas contratuais (por exemplo ABNT/NBR 9653:2018 ou DIN, quando exigidas).

Em relação à ABNT/NBR 9653:2018 e à DIN 4150-3: o D7.013 trata principalmente de incômodo a pessoas (bem-estar, percepção de vibração e ruído no ambiente). Já a ABNT/NBR 9653:2018 e a DIN 4150-3, nos guias deste blog, são usadas para avaliar efeitos em estruturas e risco de danos estruturais — são eixos diferentes e com limites numéricos próprios.

CETESB D7.013

Decisão de Diretoria nº 152/2022 - Vibrações e Ruído de Mineração

País

Brasil (SP)

Ano

2022

Escopo

Atividades de mineração no estado de São Paulo

Critério CETESB aplicado em SP para controle de vibração e sobrepressão acústica em mineração próxima a áreas sensíveis.

Limites por Zona

ZonaVR Resultante (mm/s)dBL Máx (dB)
Critério único (independente de zona)4,20128

Observações

  • Aplicável especificamente ao estado de São Paulo.
  • Adota critério único: PPV resultante de 4,20 mm/s e 128 dBL.
  • Não diferencia limite por zona residencial/comercial/industrial neste critério.
  • Exige monitoramento contínuo e rastreabilidade de medições em operações próximas a áreas sensíveis.
  • Sempre validar os limites com a condicionante vigente do empreendimento.

Foco em documentação

Em processos de fiscalização, a clareza da documentação costuma ser tão importante quanto o valor medido. Recomenda-se manter:

  • Mapa de pontos com justificativa de posicionamento em relação aos receptores e às frentes de obra.
  • Registros fotográficos do arranjo de sensores e do entorno.
  • Relatórios com PPV por eixo, frequência dominante e FFT em eventos críticos ou representativos.
  • Evidências de calibração e identificação do equipamento.

Instalação e operação

  1. Executar período de ruído de fundo ou linha de base antes do impacto principal da obra.
  2. Garantir sincronismo de tempo (por exemplo via GPS) quando vários canais ou pontos são correlacionados.
  3. Estabelecer plano de ação para excedências: quem notifica, em quanto tempo e quais mitigações são possíveis.
  4. Arquivar dados brutos exportáveis para reanálise independente, quando exigido.

Integração com o licenciamento

Condicionantes do licenciamento ambiental podem impor frequência de relatórios, número de pontos ou critérios adicionais. O monitoramento deve ser parametrizado para atender o contrato técnico e o órgão, evitando relatórios “genéricos” que não respondem às perguntas do fiscal.

Onde encontrar a referência oficial